Seja bem-vindo - Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017 - 15:51

Da paixão de Jesus a morte de Maria


Da paixão de Jesus a morte de Maria.

A hora em que Jesus ia morrer para nos dar a vida eterna, havia chegado. Maria se encontrava em Jerusalém, no período da Páscoa. Sem dúvida ela estava na companhia de Maria Madalena nas diversas cenas da Paixão de seu Filho. Que martírio para o coração da Mãe! Ela se jogou aos pés da cruz e escutou seu Filho pronunciar as suas sete últimas palavras. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” E ao bom ladrão: ”Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.

Depois, se dirigiu diretamente à sua Mãe Maria e ao apóstolo João, quem descreve a cena: “E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena.

Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.

Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.”

O objetivo imediato de Nosso Senhor, pronunciando estas palavras, foi de dar suporte à sua Mãe, que deixava só; a este ponto Ele não poderia ser mais atencioso, pois confiava sua Mãe ao seu discípulo muito amado.

A sentimento comum da Igreja a respeito das palavras do Salvador, toma um sentido ainda mais profundo e vasto, pois diz respeito não somente a São João, mas a todos nós; nos torna todos filhos da Virgem Maria. Acostumada a refletir sobre tudo o que seu Filho fazia e dizia, Maria se deu conta da intenção de Jesus de proclamar sua maternidade espiritual a todos nós, pois seu sangue estava sendo derramado por toda a humanidade.

Então a escuridão cobriu o Calvário e um silencio assustador tomou conta do lugar. Maria escutou sair da boca de seu Filho palavras de angústia e de dor: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” E jogando um grande grito, ele expirou...

São João assistiu à sepultura de Jesus. Maria também estava presente, pois a partir do momento em que o Mestre a confiou, os dois se mantiveram unidos. Nicodemos e José de Arimatéia desceram Jesus da cruz e pela última vez Maria pôde abraça-lo e beijá-lo.

Os Evangelhos relatam como o Salvador ressuscitou vitorioso no terceiro dia e saiu de seu túmulo, aparecendo aos seus discípulos e às mulheres santas. Não há menção da Virgem Maria. O silencio dos autores a respeito das aparições de Jesus à Maria não devem nos surpreender. Maria pertence à uma ordem à parte. As comunicações que Jesus ressuscitado fez à sua Mãe foram entre eles, em confidencia.

A Escritura menciona a Santa Virgem Maria pela última vez no momento em que os discípulos retornam da montanha de onde Jesus subiu aos Céus em direção ao Pai. Juntamente com eles, Ela entrou no Cenáculo para orar e para aguardar a vinda do Espírito Santo.

Foi na cidade santa de Jerusalém que Maria viveu seus últimos anos de vida. Provavelmente Ela presenciou a perseguição de seus filhos; a conversão de Paulo, que ia pregar com tanta coragem em nome de seu Filho.

Mas, a respeito dos últimos anos da vida de Maria, quando foi que ela realmente morreu? Nós não sabemos. Onde ela morreu? Não temos esta informação. Jerusalém e Éfeso são os dois lugares que disputam a honra de possuir o seu verdadeiro túmulo...


Referência:
Padre Emile Neubert - (1878-1967)
Também autor do livro:
 Meu ideal, Jesus o Filho de Maria


Sobre o livro:
Meu ideal, Jesus o Filho de MariaUm rico livro onde você aprenderá muito com o amor de Maria. "Não te podes transviar: rezando-lhe, não pode desesperar; pensando nela não te podes enganar. Se Ela te ampara, não cais; se te protege, nada tens que temer; se te guia, não te cansas; se te é propícia, atingirás a meta..."

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