Seja bem-vindo - Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017 - 15:54

As consequências apavorantes do aborto.


Conheça as consequências apavorantes do aborto!

Neste artigo, o Padre Christian de La Vierge, franciscano, nos transmite o fruto de sua longa experiência pastoral junto de pessoas machucadas espiritualmente que causaram o aborto. Ele demonstra que legislativos, médicos, psicólogos, jornalistas e todos aqueles que defendem o direito ao aborto, ignoram os efeitos desastrosos em todos os pontos de vista, principalmente psicológicos, que o aborto causa. A questão do aborto permanece aberta. Somente os espíritos retos e os ruins podem entender isso.

1 - As duas vítimas do aborto: Todo aborto faz sempre duas vítimas: o filho e sua mãe. Isso quer dizer que há duas pessoas abortadas: A criança, que é privada de sua vida, por meio de terríveis dores morais e físicas. Sua mãe, abortada em seus poderes femininos e maternais e suas funções psicológicas em todos os níveis de sua personalidade – biológico, afetivo, moral, espiritual.

Pela natureza, a mulher é afetiva e maternal, ela gera o amor, ela engendra a vida, qualquer que seja o domínio desta maternidade corporal, familiar, social, espiritual ou simplesmente amical. Ela vive no dom, o serviço (no sentido nobre do termo). Suas funções biológicas e psíquicas a orientam naturalmente em direção ao outro, aos outros (em toda a sua nobreza), rumo ao sacrifício. Ou, mesmo se ela não se der conta, o aborto vai apaga-la profundamente em sua dignidade pessoal e sua vocação fundamental, assim como eu seu equilíbrio psicológico.

O que se passa, de fato, no aborto natural e no provocado? A mulher sai do berço para o túmulo. No lugar de engendrar a vida, ela engendra a morte, um morto. Ao mesmo tempo, a morte é engendrada nela e permanece nela. Vamos entender: logos após a concepção, um longo e delicado processo se desenvolve no corpo da mulher, para levar naturalmente a um nascimento. Quando acontece uma violência exterior, imprevista, isso vai brutalmente parar o processo biológico natural, arrancando a força o que estava se concretizando. O que vai fazer a natureza então? Ela vai continuar seu trabalho inacabado, mas dentro da mulher e sobre uma outra forma, provocando um mal-estar e problemas profundos, gerando uma imensa tristeza.

Em alguns casos raros, a lembrança pode se esvair na cabeça da mulher. Mas quase sempre ela permanece, causando feridas incuráveis que nenhum médico ou terapeuta podem resolver. Somente o Salvador pode transformar esta chaga sempre viva em fonte de vida e alegria. Mas é sempre bom de nos lembrarmo-nos disso: “Deus perdoa tudo e sempre, o homem algumas vezes, mas a natureza nunca! ”

É fato que a mulher que comete o aborto permanece marcada por este ato de morte. Mesmo depois de anos do ocorrido, muitas ainda permanecem revoltadas e agressivas contra seus maridos, os homens, seus familiares, contra elas mesmas e contra Deus.

É uma verdadeira pulsão de morte ou de destruição, geradora de uma imensa tristeza, pavores, angústias, faltas. Como se a angústia real, vivida dramaticamente pela criança abortada, vivessem agora no coração de sua mãe.

2 -  Os Caminhos da cura: Causa irreparável? Sim e não! Sim, esta pequena criatura, que pedia somente para viver, ser amada e encher seus pais de alegria, ela não existe mais. Resta somente para sua mãe uma lembrança longínqua. Poderia ter uma criança do futuro, abrindo um lindo caminho de felicidade para seus pais, sem contar o remorso de seus pais de terem causado uma morte súbita e violenta a um ser inofensivo.

Não, para os pais cristãos, este é um tipo de morte que nenhum médico pode ajudar a resolver, nem o terapeuta. Apenas Jesus pode perdoar e cursar aqueles que se arrependem com sinceridade de seus atos. Pouco a pouco, depois de um longo período de purificação, Jesus traz a verdadeira paz, que é um dom de Deus. Ele abre uma nova porta entre a criança e sua mãe trazendo uma alegria profunda e consoladora.

As etapas da cura; o arrependimento e o perdão: Basta que a mãe aceite de e confrontar com ela mesma e de reconhecer sua culpa neste drama a fim de pedir perdão ao Deus das Misericórdias e à sua criança.

Duplo caminho doloroso, mas purificador e profundamente apaziguante, que se for bem vivido, vai libertar sua consciência desse passado pesado, ainda mais se houve mais que um aborto. Deste modo, o perdão Sacramental vai abrir plenamente o caminho da reconciliação entre a mãe e seu filho, com todos os frutos da paz e da alegria amarrados ao sacramento, onde o Cristo Ele-mesmo toca as almas pela intermediação do padre.

A imposição do nome: Por Deus, todo ser humano é único, carrega um nome e é reconhecido e amado por Ele. A criança recebe, desde sua concepção, uma alma imortal e um corpo chamado a se desenvolver, que a criança abortada encontrará de modo perfeito na Ressurreição geral no fim dos tempos. Na Bíblia, o nome exprime toda a pessoa.

É importante que os pais reconheçam seus filhos como uma pessoa e lhes deem um nome. Eu sempre convido a mãe e se possível o pai, a dar um nome a seu filho se isso ainda não foi feito. Isso vai permitir aos pais de melhor realizar o emprego do ato da morte e de exprimir mais facilmente seus arrependimentos e seus pedidos de perdão à Deus e ao bebê. À criança, isso vai permitir com que ela saia do anonimato e vai dar a ela um lugar real e concreto na vida de seus pais.

Mas qual nome dar? Na minha opinião, isso não tem importância. O importante é criar um vínculo que ligue a mãe à criança, gerando um enorme carinho entre eles.

A adoção da criança: Essa imposição do nome corresponde à uma verdadeira adoção. E este termo que eu emprego muitas vezes surpreende as pessoas. E o que se passa na adoção legal?

Uma criança vinda de fora é integrada no seio familiar. No caso que estamos abordando, o vazio psicológico no coração dos pais, causado pelo aborto, vai ser preenchido por um ser amado, estabelecendo uma relação. A criança não é mais uma lembrança, é alguém, um ser vivo que podemos chamar e rezar por ele.

Esta imposição do nome, tem em efeito uma outra vantagem. Até aí, a criança inocente, está cheia do amor do Pai Celeste e da Mãe de todos os homens. Estando nas mãos de Deus e entrando no perdão divino, a alma deste pequeno ser perdoa sempre e não tem nada contra seus pais terrestres, que a rejeitaram tanto. E quando seus pais lhe dão um nome, um verdadeiro vínculo afetivo se cria entre eles.

Devemos guardar o segredo sobre o aborto? Se a mãe que realizou o aborto não estiver reconciliado com Deus, ela deve se abrir somente com seu confessor e com seu companheiro. Nossa Senhor indicar claramente o caminho da conversão quando ele diz: “Haverá mais alegria no céu para um só pecador que se arrepende do que por 99 justos que não precisam de perdão. ” (Luc 15,7) ou “A verdade vos tornará livres”. (Jo 8,32).

O pecado do aborto deve ser confessado: Uma vez curada, a mãe vive a maternidade espiritual sob uma outra ordem. Com os conselhos de um padre ou de um terapeuta cristão, ela pode assumir plenamente seus erros do passado e contar o pseudo segredo que envenenava a vida familiar como um abcesso. Cabe à mãe então de escolher um momento oportuno para contar a verdade e os motivos que a levaram a cometer tal ato. Estas confidencias devem ser feitas em um clima de carinho e de confiança.

Cura dos sobreviventes do aborto na fraternidade: Todos os irmãos e irmãs que fez um aborto antes ou depois de seu nascimento, também são vítimas e sofrem as sequelas terríveis, como uma angústia e um mal de viver difíceis de explicar. Para serem curados de modo profundo, os irmãos e irmãs devem se abrir de todo o coração a um padre ou a um psicólogo cristão que tem o habito de ouvir este tipo de confidencia.

A matriz (o útero) guarda a memória do drama: Na antropologia, sabemos muito bem que, desde que há uma célula humana viva, há uma consciência humana latente, uma pré-consciência. No seio de uma mãe que abortou, se dá a impressão de que algo terrível aconteceu. Como se trata de mal profundo e definitivo, o inconsciente também fala e desse modo a matriz materna que abrigava um ser tão puro, pequeno e pleno, guarda grandes sequelas que somente Deus poderá curar.

Orações, missas e peregrinações: Para voltar a criar um vínculo entre a mãe e o filho abortado, é necessário uma missa especial, e depois a cada ano, uma missa de aniversário. Depois, uma ave-maria sempre que possível, como uma flor oferecida diariamente à criança. Deve-se muito mais do que isso ao pobre ser que foi privado de sua vida terrestre. Outro ponto fundamental, é que mãe vá a um local de peregrinação marial, como Lourdes, Cotignac dans le Var, Notre Dame de Montigeon ou Aparecida do Norte. Esta peregrinação, juntamente com a confissão e a comunhão podem levar à um grande alívio das pessoas que sofrem as dores do aborto, pois Nossa Senhora sabe escutar, consolar e fortificar quem a procura. Não é por menos que Nossa Senhora de Guadalupe disse ao índio Juan Diego no México em 1531: “Não temais nenhuma doença ou angústia. Eu estou aqui, eu que sou tua mãe. Você não está sempre sob minha sombra e proteção? Não sou eu a fonte da alegria? Você não está sob o abrigo de meu manto, debaixo de meus braços? Não fique aflito por nada! ’.

Os pais que não são cristãos: Mesmo aqueles que não tiveram a chance de receber o dom da fé cristã, devem procurar o sentido da cura da dor do aborto em Deus. Somente em Deus irão achar o respeito do homem em sua unidade de corpo e de alma em toda a sua dignidade, desde sua concepção até sua morte.


Referência:
Artigo - Padre Christian de La Vierge, O. F. M..
Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós.


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