Seja bem-vindo - Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017 - 15:48

O dia da Paixão e morte de Jesus


A paixão e morte de jesus Crusto!

Segundo a Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura da Igreja, Jesus foi posto na cruz. Foi com doçura que ele se esticou sobre a madeira. Ele pôs a cabeça onde lhe disseram de por, ele abriu seus braços como lhe disseram de fazer, ele esticou suas pernas como lhe ordenaram. Havia somente um longo corpo branco sobre o marrom claro da cruz e o amarelado do sol.

Os algozes se aproximavam dele. Dois faziam pressão sob seu peito para impedí-lo de reagir. Um segurava seu braço direito: uma mão por cima do anti-braço e a outra que segurava seus dedos. Eles observavam se a carpa correspondia ao buraco feito na cruz. Isto ia bem. O outro colocou no começo do punho um grande prego, longo e bem grosso com a ponta afiada e a cabeça afiada como eram os pregos romanos de antigamente. Ele levanta um pesado martelo e dá o primeiro golpe. A ponta do prego penetra na carne viva, perfura o osso e rasga os nervos.

Eles passam para a mão esquerda. O buraco não corresponde ao carpo. Eles pegam cordas, amarram o punho, puxam até arrancar os tendões e os músculos e deslocam as juntas. Mas isso não foi suficiente. Eles se põem então a furar onde podiam. O prego penetrou no metacarpo com mais facilidade, mas provocou um sofrimento mais intenso, porque mexeu com os nervos. Durante isso, Jesus não gritava mais, para não torturar sua mãe. Ele soltou somente um leve gemido pela boca, que ele serrava a todo custo.

Há dois mil anos que o Senhor está pendurado em uma cruz, com o corpo dilacerado pela violência do homem. Ele te olha com os braços esticados na cruz para te dizer: "É aqui teu refúgio. Eu te aceito do jeito que você é. Aqui está a prova do meu amor. Eu mantenho meus braços abertos para guardar contra meu coração que sangra!"

Neste dia em que celebramos a Paixão e Morte de Jesus, o silêncio, o jejum e a oração devem marcar este momento. Ao contrário do que muitos pensam, a Paixão não deve ser vivida em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. É preciso manter um “silêncio interior” aliado ao jejum e à abstinência de carne. Deve ser um dia de meditação, de contemplação do amor de Deus que nos “deu o Seu Filho único para que quem n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). É um dia em que as diversões devem ser suspensas, os prazeres, mesmo que legítimos, devem ser evitados. É contemplando o Senhor na cruz, destruído, flagelado, coroado de espinhos, abandonado, caluniado, agonizante até a morte, que entendemos quão terrível é o pecado.


Referência:
Construção do texto e edição:
Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós.

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